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O desempenho dos investimentos em 2025 e as perspectivas para 2026

O ano de 2025 foi marcado por um ambiente econômico desafiador, tanto no Brasil quanto no mercado internacional. A inflação permaneceu acima do centro da meta durante boa parte do ano, o que levou à manutenção de uma política monetária restritiva, com a taxa Selic mantida em 15% a.a. até o final do período. O patamar elevado de juros exerceu influência direta sobre o desempenho dos ativos financeiros ao longo do ano.

Ainda no Brasil, os investimentos em renda fixa tiveram bom desempenho. Investimentos atreladas ao CDI e títulos públicos indexados à inflação apresentaram retornos consistentes, beneficiando-se do patamar elevado da Selic. O mercado de ações também apresentou resultado positivo, com o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrando o ano com valorização de cerca de 34%, o melhor desempenho desde 2016, impulsionado principalmente pela entrada de investidores estrangeiros.

No cenário internacional, a economia dos Estados Unidos continuou exercendo forte influência sobre os mercados. A atividade econômica desacelerou de forma gradual, enquanto a inflação demorou mais a ceder, levando o banco central americano a manter os juros elevados por mais tempo. Além disso, tensões geopolíticas e incertezas no comércio internacional aumentaram a instabilidade dos mercados ao longo do ano.

Importante ressaltar que os fatores externos citados provocaram oscilações nas bolsas globais, no dólar e no fluxo de recursos para países emergentes, como o Brasil, impactando investimentos com exposição ao câmbio e empresas com atuação internacional. No mercado local, eventos pontuais de maior incerteza política, como o anuncio de candidatura à presidência por Flavio Bolsonaro, entre outros, também contribuíram para períodos de maior volatilidade.

O Plano Prever encerrou o ano de 2025 com desempenho satisfatório em relação às demais entidades de previdência complementar, registrando rentabilidade de 13,94% no período. Em 2024, o plano apresentou retorno de 7,32%, evidenciando uma melhora significativa no resultado. Os segmentos de renda fixa e renda variável se destacaram, contribuindo de forma relevante para a performance consolidada do plano.

Para 2026, a OABPrev-SP segue atenta à situação fiscal, ao comportamento da inflação e às decisões sobre os juros. O mercado espera que a taxa Selic comece a cair a partir de março, o que pode contribuir para um ambiente mais favorável aos investimentos. Com a redução dos juros, o crédito tende a ficar mais barato, a economia pode ganhar fôlego e os investimentos de longo prazo, como as ações, tornam-se mais atrativos, ampliando as possibilidades de diversificação dos recursos do Plano Prever.