O mês de maio foi marcado por um ambiente global ainda desafiador, porém favorável aos ativos de risco nos mercados internacionais. A atenção permaneceu voltada aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, que continuou influenciando os mercados por meio de seus impactos sobre os preços do petróleo e as cadeias globais de suprimentos. Apesar da postura cautelosa dos principais bancos centrais diante dos riscos inflacionários, a bolsa norte-americana manteve trajetória positiva, com os principais índices encerrando o mês próximos de máximas históricas, evidenciando a continuidade do apetite por risco nos mercados desenvolvidos.
Nos Estados Unidos, a atividade econômica seguiu robusta, sustentada por um mercado de trabalho aquecido e pelo consumo das famílias. Entretanto, a inflação permaneceu acima da meta do Federal Reserve, levando a autoridade monetária a reforçar um discurso cauteloso em relação aos próximos passos da política monetária. Como reflexo, os juros futuros norte-americanos registraram alta e o dólar se fortaleceu frente às principais moedas globais.
No Brasil, a atividade econômica também apresentou resultados positivos, com destaque para o crescimento do PIB e o dinamismo da demanda doméstica. Em contrapartida, a inflação e seus núcleos permaneceram em níveis elevados, levando o Banco Central a manter uma postura vigilante na condução da política monetária.
A combinação de um ambiente externo mais desafiador e da persistência inflacionária impactou negativamente os ativos locais. O Ibovespa encerrou o mês com queda de 7,2%, refletindo a maior aversão ao risco e a continuidade da saída de capital estrangeiro da bolsa brasileira. A curva de juros apresentou abertura, especialmente nos vencimentos mais longos, enquanto o real se desvalorizou frente ao dólar, acompanhando o fortalecimento da moeda norte-americana.
Dessa forma, maio evidenciou uma divergência relevante entre o desempenho dos mercados internacionais e domésticos. Enquanto os ativos de risco globais foram beneficiados pela solidez da economia norte-americana e pelo renovado entusiasmo com a Inteligência Artificial, no Brasil, a renda variável apresentou desempenho negativo, ao mesmo tempo em que a renda fixa continuou oferecendo retornos atrativos, sustentada pelo elevado patamar das taxas de juros.
O Plano Prever registrou rentabilidade de 0,78% no mês, resultado inferior à meta de rentabilidade de 1,15% (CDI + 1% a.a.). Apesar do desempenho abaixo da meta, a carteira de crédito apresentou resultado consistente, sustentada pela qualidade dos emissores e pela remuneração dos ativos. Além disso, os fundos de investimento no exterior registraram retorno superior a 5% no mês, contribuindo para o resultado da carteira e atuando como importantes instrumentos de diversificação e proteção do portfólio em períodos de desempenho mais fraco da bolsa brasileira.
O time de investimentos da OABPrev-SP permanece atento às oscilações dos mercados e ao cenário econômico, realizando acompanhamento contínuo junto aos gestores e monitorando eventuais ajustes estratégicos na carteira. Essa atuação tem como objetivo assegurar uma gestão terceirizada ativa e diligente dos recursos, sempre alinhada aos objetivos de longo prazo do plano.
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