Em novembro, o cenário econômico apresentou sinais mais favoráveis, com o mercado de trabalho permanecendo aquecido, ainda que já se observem indícios iniciais de acomodação. A inflação seguiu surpreendendo positivamente, influenciada principalmente pela desaceleração dos preços de alimentos e de bens comercializáveis. Nesse contexto, o Banco Central reconheceu a melhora dos indicadores econômicos e reiterou que o nível atual da taxa Selic é compatível com o processo de convergência da inflação. Ainda assim, a autoridade monetária destacou que o ambiente segue marcado por elevado grau de incerteza, motivo pelo qual optou por não sinalizar, neste momento, os próximos passos da política monetária.
O Ibovespa avançou 6,37% no mês, registrando sua maior alta em 15 meses, impulsionado pelos resultados corporativos do terceiro trimestre e pela expectativa de início do ciclo de flexibilização monetária. A renda variável registrou contribuição expressiva para o resultado consolidado, acompanhando a forte valorização do índice. Os multimercados também apresentaram desempenho positivo, favorecidos por posições em juros globais e em ativos de risco. A renda fixa, por sua vez, foi beneficiada pelo fechamento da curva de juros nos vencimentos médios e longos, além da contribuição positiva dos títulos indexados ao IPCA.
Nos EUA, os ativos de risco exibiram volatilidade diante das incertezas sobre o ciclo de investimentos em inteligência artificial e a trajetória da política monetária do Federal Reserve. A suspensão do “shutdown” — paralisação federal por falta de aprovação do orçamento — permitiu a divulgação dos dados atrasados de setembro, que confirmaram o arrefecimento gradual do mercado de trabalho.
Na política monetária, pronunciamentos recentes e a ata da última reunião do Federal Reserve evidenciaram divergências significativas entre os membros do Comitê. Ao fim do mês, declarações de John Williams — dirigente com forte alinhamento ao presidente Powell — indicando apoio a um corte de juros “no curto prazo” foram interpretadas como possível sinalização para a decisão de dezembro.
Na China, os indicadores mostraram desaceleração econômica generalizada, com piora no setor imobiliário e menor dinamismo industrial. No cenário geopolítico, avançaram as discussões sobre uma nova proposta americana para encerrar o conflito entre Rússia e Ucrânia; embora inicialmente rejeitada por Kiev, revisões subsequentes mantiveram as partes em negociação ao longo do mês.
Por fim, novembro foi positivo para os investimentos do Plano Prever, em um cenário global e doméstico de melhora no apetite por risco e indicadores econômicos mais favoráveis. A OABPrev-SP segue vigilante, monitorando continuamente as condições de mercado e realizando ajustes táticos quando necessário, sempre preservando a estratégia de longo prazo e a solidez da carteira.