O mês de fevereiro foi marcado por maior volatilidade nos mercados globais, com oscilações nos ativos de risco e nas taxas de juros nos Estados Unidos. Esse movimento refletiu incertezas sobre os investimentos em inteligência artificial e as tensões geopolíticas no Oriente Médio. Apesar desse cenário mais desafiador no exterior, no Brasil o Ibovespa apresentou alta de 4,09% no mês, impulsionado pela entrada de capital estrangeiro na bolsa, favorecida pelo nível atrativo de preços dos ativos locais, pelo diferencial de juros em relação a economias desenvolvidas e pela busca por diversificação em mercados emergentes.
No campo geopolítico, após algumas rodadas de negociação, forças armadas dos Estados Unidos e de Israel realizaram ataques ao Irã, resultando na morte do líder supremo, Ali Khamenei, e de outras lideranças relevantes. Em resposta, forças iranianas realizaram ataques a países vizinhos e a bases militares americanas na região. Adicionalmente, a Guarda Revolucionária anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, importante rota para o transporte global de petróleo, o que pressionou os preços da commodity diante do risco de restrições na oferta.
Nos Estados Unidos, a taxa de desemprego caiu em janeiro e a criação de empregos seguiu forte, apesar de alguns sinais mistos no mercado de trabalho. A economia continua resiliente, mesmo com uma leve desaceleração do consumo, com destaque para os investimentos em bens de capital. Em relação à inflação, apesar de algumas surpresas positivas, o núcleo do PCE — principal indicador acompanhado pelo Federal Reserve — deve seguir pressionado no curto prazo, influenciado por itens mais voláteis e por efeitos de tarifas.
No Brasil, pesquisas eleitorais recentes mostraram redução da diferença nas intenções de voto entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, além de queda na aprovação do governo. Na economia, o PIB indicou uma atividade mais fraca do que o esperado, enquanto a inflação veio um pouco acima das expectativas, puxada por itens mais voláteis. Ainda assim, a avaliação é de que esse movimento tem impacto limitado sobre a tendência da inflação. Em relação aos juros, o Banco Central do Brasil reforçou a expectativa de início de cortes, que devem ocorrer de forma gradual.
Nesse contexto, o Plano Prever apresentou rentabilidade de 0,98%, próxima ao CDI de 1,0% no mês, impactado principalmente pelos segmentos de crédito e multimercado. No crédito, a abertura dos spreads — aumento das taxas exigidas para títulos privados — em um ambiente de maior aversão a risco e menor liquidez no mercado secundário, gerou oscilações negativas na marcação a mercado dos ativos. Já os multimercados apresentaram desempenho mais moderado, refletindo o aumento da volatilidade e a ausência de tendências mais claras nos mercados, o que dificultou a geração de ganhos em estratégias direcionais. Ainda assim, ambos os segmentos seguem importantes para a diversificação da carteira e para a busca de retornos consistentes no longo prazo.
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