O mês de junho foi marcado por um ambiente global mais favorável aos mercados, impulsionado pela redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio. A reabertura do Estreito de Ormuz, após o memorando de entendimento firmado entre Estados Unidos e Irã para garantir o fluxo comercial na região, contribuiu para a queda dos preços da energia e para a melhora do sentimento dos investidores. Em contrapartida, a postura mais firme adotada pelo novo presidente do Banco Central americano reforçou a expectativa de manutenção de uma política monetária restritiva por um período mais prolongado, sustentando a valorização do dólar e a elevação dos juros de curto prazo nos Estados Unidos.
A economia norte-americana seguiu demonstrando solidez ao longo do mês. Os indicadores de atividade permaneceram robustos, com destaque para o desempenho das vendas no varejo e da produção de bens duráveis, enquanto a inflação continuou acima da meta, embora sem surpresas relevantes. No mercado de trabalho, observou-se uma desaceleração na geração de empregos, acompanhada por revisões baixistas dos dados anteriores, sem comprometer o quadro de aquecimento da economia.
Na reunião de junho, o Banco Central americano manteve uma comunicação firme em relação ao compromisso de convergência da inflação para a meta. Embora parte dos membros do comitê tenha sinalizado a possibilidade de novos ajustes na taxa de juros, a autoridade monetária evitou indicar um cronograma para futuras decisões, reforçando que a condução da política monetária continuará condicionada à evolução dos indicadores econômicos.
No Brasil, a atividade econômica manteve ritmo favorável, sustentada pelo bom desempenho dos setores de serviços e da indústria, apesar dos sinais de desaceleração observados no varejo. A inflação permaneceu pressionada, especialmente nos itens comercializáveis. Na política monetária, o Copom reduziu a taxa Selic em 0,25%, mas manteve um discurso cauteloso, destacando que a inflação segue acima da meta e que o cenário ainda demanda prudência. As expectativas de inflação e para a taxa Selic voltaram a subir nos horizontes mais longos, refletindo a persistência das incertezas.
Nesse contexto, o Plano Prever registrou rentabilidade de 0,84% em junho, resultado inferior à meta de rentabilidade de 1,20% (CDI + 1% a.a.). O desempenho do período refletiu, principalmente, o comportamento menos favorável dos ativos de risco. As bolsas devolveram parte da recuperação observada após abril, enquanto os fundos multimercados voltaram a apresentar retorno inferior ao CDI.
Em contrapartida, a renda fixa permaneceu relativamente mais atrativa, com destaque para os investimentos em crédito privado. Já a renda variável local seguiu pressionada pela volatilidade dos preços do petróleo e pela reavaliação das expectativas para a política monetária doméstica, à medida que o mercado passou a incorporar um ciclo de redução da taxa Selic menos intenso do que o esperado antes do conflito no Oriente Médio. Ainda assim, a recuperação parcial de algumas posições ao longo do mês contribuiu para mitigar os impactos negativos sobre o resultado consolidado do plano.