O mês de março de 2026 foi marcado por um cenário global ainda desafiador. A atividade econômica apresentou sinais mistos, enquanto as condições financeiras permaneceram mais restritivas nas principais economias, com juros elevados e crédito mais caro. Nesse contexto, os bancos centrais seguiram desempenhando papel central: tanto o Federal Reserve (Fed), nos Estados Unidos, quanto o Banco Central Europeu (BCE) mantiveram uma postura cautelosa, indicando que os juros devem permanecer elevados por mais tempo para controlar a inflação.
No Brasil, os efeitos desse cenário internacional foram sentidos de forma mista. Assim como em outros países, o principal impacto veio da alta dos preços do petróleo, que pressiona a inflação e tende a influenciar as taxas de juros. Por outro lado, o câmbio apresentou comportamento mais estável do que o esperado: mesmo diante do aumento da aversão ao risco no cenário global, o real se manteve relativamente resiliente.
A inflação subiu no mês, puxada principalmente por itens mais voláteis, como passagens aéreas, que costumam variar bastante. Esse tipo de alta, no entanto, tende a ser pontual. Ainda assim, o Banco Central iniciou o corte de juros, reduzindo a taxa em 0,25 ponto percentual, por entender que a inflação mais estrutural segue sob controle. A autoridade monetária, contudo, sinalizou cautela, indicando que os próximos cortes dependerão da evolução da inflação e da atividade econômica.
No cenário geopolítico, o conflito no Oriente Médio se intensificou, com a continuidade das ações militares e mudanças na liderança do Irã. Ao mesmo tempo, surgiram sinais de possíveis negociações lideradas pelos Estados Unidos, embora ainda sem avanços concretos. Apesar das tentativas diplomáticas, houve aumento da presença militar americana na região, mantendo o nível de incerteza elevado.
Diante desse cenário, os investimentos apresentaram maior volatilidade no período, e o Plano Prever registrou rentabilidade de 0,73%, abaixo do CDI, que foi de 1,21%. O principal impacto negativo veio dos fundos multimercados, prejudicados pela reprecificação das curvas de juros. Na renda fixa, a abertura da curva de juros impactou negativamente os títulos prefixados e aqueles atrelados à inflação com prazos mais longos. Na renda variável, o ambiente de incerteza e juros elevados pressionou os mercados, tanto no Brasil quanto no exterior. Nesse contexto, a alocação segue direcionada para a captura de oportunidades ao longo do tempo, com expectativa de melhora no desempenho à medida que haja maior visibilidade sobre o cenário econômico.