Solidez e solvência dão força aos fundos de pensão contra crise do coronavírus, afirma presidente da Abrapp

2020-04-01T19:47:30+00:00 quinta-feira ,26/03/2020|

O estado é de máxima atenção com os movimentos da economia, mas a relação entre o participante e seu fundo de previdência complementar dura, regra geral, 50 anos, computados 25 ou 30 de acumulação e outros 25 ou 30 de gozo do benefício. Portanto, o que acontece no curto prazo não se aplica no longo prazo.

Assim entende o presidente da Abrapp (Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar), Luís Ricardo Marcondes Martins. Outro fator a justificar uma certa tranquilidade daqueles que mantêm seus recursos num fundo de pensão é a solidez do sistema fechado de previdência complementar.

“Evidentemente, uma crise desta envergadura, como nunca se viu, nos coloca em estado de atenção. Mas, aos 42 anos, o sistema tem solidez e solvência de mais de 100%”, salientou Martins ao OABPrev Notícias. “Hoje, o sistema fechado de previdência complementar no Brasil cumpre todas as suas obrigações. Temos mais solvência que a previdência privada dos Estados Unidos e a do Reino Unido”, ilustra Martins.

Os fundos de pensão brasileiros pagam 60 bilhões de reais em benefícios por ano a mais de 870 mil aposentados.

“O perfil da previdência complementar fechada é de longuíssimo prazo. As carteiras de investimento são diversificadas, com os riscos monitorados. As oscilações existem, mas a credibilidade do sistema demonstra que as crises são superadas”, observa o presidente da Abrapp, que não subestima a dimensão da presente crise: “O sistema vai ter que tomar medidas emergenciais, no curto espaço de tempo que deve durar esse caos, de modo a amenizar a situação tanto para patrocinadores quanto para participantes”.

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