Sem reforma, Previdência poderá consumir metade do PIB em 2065, diz estudo do BID

2019-05-23T15:36:09+00:00 quinta-feira ,09/05/2019|

Estudo do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) divulgado no começo de maio de 2019 mostra que a Previdência consumiu 12,5% do PIB brasileiro em 2015. Caso não se concretize a reforma do setor, esse percentual chegará a 50,1% em 2065. Segundo os pesquisadores, tal quadro deve-se “ao elevado gradiente de envelhecimento, bem como ao fato de que a maioria das pessoas se aposenta entes dos 60 ou 65 anos e recebe pelo menos o salário mínimo como aposentado”.

De acordo com o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, “a Previdência é muito importante, mas não é a melhor forma de fazer política social – e o que se destaca no nosso gasto social é a Previdência”.

“Se o Brasil já gasta cerca de 13% do PIB com Previdência, o que será deste país com um envelhecimento tão rápido?”, indaga Mansueto.

O BID recomenda ao Brasil, e aos demais países da América Latina, que preservem gastos com ao mais jovens, que acabam pressionados pelo excesso de despesas com os mais velhos.

“Sem reformas, o gasto público com o envelhecimento na América Latina deverá aumentar de 16% para 27,6% do PIB até 2065. Os custos das aposentadorias deverão contribuir mais para o aumento do gasto relacionado com idade, aumentando 8 pontos percentuais. O gasto público com saúde deverá aumentar 5,2 pontos percentuais até 2065, enquanto o gasto com educação deverá diminuir 1,6 ponto percentual, já que os gastos por estudante permanecem estáveis no nível de 2015”, adverte o documento do BID.

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