Rentabilidade em 2017 mostra força dos fundos fechados de previdência

A volatilidade do mercado financeiro em 2017, face à instabilidade política, não abalou a vitalidade das entidades fechadas de previdência complementar, entre as quais se inclui a OABPrev-SP, maior delas entre as instituídas por entidades de classe no Brasil. A rentabilidade do setor como um todo, no ano passado, foi de 11,36%, enquanto a taxa de juros padrão, que baliza a meta atuarial das EFPCs, foi de 8,86%. No mesmo período, a Poupança rendeu 6,61% e o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) foi de 2,95%.

Segundo a Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar), os fundos de pensão reduziram em R$ 34,5 bilhões o déficit acumulado em 2017.

Num contexto de solidez financeira e segurança em termos regulatórios, os fundos instituídos emergem como impulsionadores potenciais do setor, portando o condão de ampliar a proteção social para classes profissionais antes descobertos.

Os primeiros fundos instituídos foram criados em 2004 – a OABPrev-SP nasceu pouco depois, em 2006, e em 12 anos tornou-se símbolo da força do segmento, contando atualmente com mais de 46 mil participantes e patrimônio em torno de 700 milhões de reais. Em 2017, o plano da advocacia realizou um feito raro entre fundos de previdência com mais de 10 anos de atividades: cresceu ao maior ritmo desde sua criação – 600 novas adesões por mês.

No âmbito da previdência complementar fechada, que agrega mais de 800 bilhões em patrimônio, os fundos instituídos ainda são pouco representativos, possuindo patrimônio de cerca de 9 bilhões de reais. Porém, os instituídos é que têm puxado o crescimento desse mercado como um todo, avançando à media anual de 2,4% ao ano na última década.

“Muita coisa pode ser feita para que os fundos instituídos, e a previdência complementar fechada como um todo, ganhem um impulso ainda maior. Entre as medidas que defendemos, em sintonia com as entidades representativas do setor, como a Abrapp (Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar), estão a implantação da adesão automática e a criação de incentivos tributários mais atraentes aos poupadores”, afirma o presidente da OABPrev-SP, Marcelo Sampaio Soares.

2018-05-10T11:27:27+00:00 10/05/2018|