Rentabilidade da OABPrev-SP supera Poupança no primeiro semestre

2018-08-29T10:08:28+00:00 quarta-feira ,08/08/2018|

A OABPrev-SP, maior fundo previdenciário instituído por entidade de classe do Brasil, alcançou rentabilidade de 2,95% no primeiro semestre de 2018. O desempenho foi mais uma vez superior ao da Poupança, aplicação mais popular entre os brasileiros, que no mesmo período rendeu 1,91%. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) entre janeiro e junho foi de 2,60%.  O patrimônio do fundo da advocacia, neste momento, é de 721 milhões de reais.

Ao término de seis meses marcados por uma greve de caminhoneiros que paralisou o país e por incertezas decorrentes do início da corrida presidencial, a Selic manteve-se no menor patamar histórico, 6,50%, enfraquecendo os rendimentos em renda fixa. De outra parte, o ambiente internacional foi desafiador para o Brasil, com a expansão sólida do dólar (acumulando alta de 16,56% em relação ao real de janeiro a junho) e o aumento dos juros nos Estados Unidos, o que tornou a economia americana mais atrativa.

“Considerando-se o cenário macroeconômico, ficamos bastante satisfeitos com o desempenho da OABPrev-SP no primeiro semestre. O resultado mais uma vez confirma o acerto da política de investimento adotada, focada no trinômio segurança-rentabilidade-liquidez”, declara o diretor financeiro do fundo dos advogados, Marco Antonio Cavezzale Curia.

André Motta, analista comercial da Icatu Vanguarda, parceira na gestão de recursos da OABPrev-SP, explica qual foi a estratégia de investimentos adotada neste primeiro semestre para garantir o desempenho positivo do fundo da advocacia. “As alocações em Fundos Multimercados e Fundos Multimercados Institucionais, além de pequenas alocações em títulos atrelados à inflação e em renda variável, permitiram ao fundo navegar neste cenário mais desafiador com menos volatilidade, mais liquidez e visando eventuais oportunidades ao longo do caminho”, explica Motta.

Para os próximos meses, as aplicações devem seguir pelos mesmos caminhos, já que o crescimento da economia brasileira no segundo semestre tende a continuar incipiente, com a inflação permanecendo controlada e deixando a taxa Selic baixa por mais tempo. No entanto, ajustes poderão ocorrer, sublinha Motta: “Existem riscos no cenário prospectivo que precisam ser monitorados e mensurados, tais como a eleição presidencial, em outubro. E, no cenário internacional, a recente retórica dos EUA em relação as suas negociações comerciais, além dos sinais de fragilidade da economia e dos mercados financeiros na China. São todos vetores adicionais de atenção”.

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