Rentabilidade da OABPrev-SP aproximou-se de 10% em 2017

A OABPrev-SP continua obtendo resultados financeiros satisfatórios, como vem ocorrendo desde sua criação, a despeito de incertezas e mudanças de rumo da economia brasileira nos últimos anos. Em 2017, a rentabilidade do plano de previdência da advocacia foi de 9,59%, período em que a Caderneta de Poupança rendeu 6,61% e o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) foi de 2,95%. O patrimônio atual da OABPrev-SP é de R$ 690 milhões.

“Como fundo de natureza estritamente previdenciária, portanto com vistas ao longo prazo, a OABPrev-SP tem alcançado uma rentabilidade excelente. Segurança, rentabilidade e liquidez é o tripé que alicerça nossa política de investimento desde o início, e que continuará a nortear nosso trabalho”, afirma o presidente da entidade, Marcelo Sampaio Soares.

Conforme o diretor financeiro da OABPrev-SP, Marco Antonio Cavezzale Curia, mudanças pontuais nas aplicações financeiras ocorrem dentro da margem de discricionariedade da política de investimentos. “São realinhamentos”, frisa.

Segundo Bruno Horovitz, gerente comercial da Icatu Vanguarda, parceira na gestão de recursos da OABPrev-SP, a visão que se lança sobre o futuro da economia brasileira é positiva, porém cautelosa. “O crescimento do país mostra sinais de recuperação, mesmo que ainda gradual, e a inflação deve permanecer controlada, o que permitirá que a taxa Selic permaneça baixa por mais tempo”, avalia. A Selic, neste momento, está afixada em 6,75%.

“Existem riscos no cenário prospectivo que precisam ser monitorados e mensurados, tais como as eleições presidenciais e um ambiente externo que poderá se tornar mais desafiador à medida que os bancos centrais das economias desenvolvidas derem seguimento ao processo de normalização monetária (alta de juros e fim das compras de ativos)”, adverte Horovitz.

O cenário, de todo modo, deve possibilitar a manutenção dos juros no Brasil em níveis mais baixos, favorecendo alocações que se beneficiem da queda dos juros, como as NTN-Bs (IMA-B), crédito privado e, consequentemente, o mercado de renda variável. “O fundo está mantendo alocações moderadas nessas classes de ativos, visando a se apropriar da recuperação econômica do país, de juros mais baixos por mais tempo e, paralelamente, protegendo-se de um cenário que pode se provar mais desafiador”, explica Horovitz.

2018-03-27T10:19:28+00:00 27/03/2018|