NUNCA É TARDE PARA PENSAR NO FUTURO

NUNCA É TARDE PARA PENSAR NO FUTURO

2020-07-03T14:55:58+00:00 quarta-feira ,13/09/2017|

História do advogado Luiz Ferreira Daniel mostra que as portas para uma velhice tranquila não se fecham com o tempo

O bonde que leva ao futuro às vezes passa à nossa porta sem que percebamos. Qual é o momento de começar a poupar com vistas a uma velhice confortável? Quanto mais cedo melhor, mas nunca é tarde. Luiz Ferreira Daniel pegou seu bonde previdenciário aos 64 anos, 11 anos atrás. Em 2018, aos 76, irá desembarcar com a certeza de que seus dias serão mais tranquilos dali em diante.

“Não farei resgate total, mas usufruirei de benefícios mensais até liquidar meu saldo. Os valores são muito importantes no meu orçamento familiar, pois ainda trabalho e tenho muita despesa”, diz Daniel, advogado há 41 anos, casado e pai de duas filhas, advogadas como ele. “Sou um pai coruja e quero ajudá-las”, salienta.

A poupança de 11 anos do advogado Luiz Ferreira Daniel está na OABPrev-SP desde fevereiro de 2016. Antes, seus recursos percorreram planos de previdência ligados a dois bancos – um privado, outro estatal. Ele conta que, ao aprofundar-se sobre os detalhes de sua segunda opção bancária, não gostou das alternativas de aposentadoria que lhe foram oferecidas: primeiro, um estranho modelo “vitalício”, pelo qual desfrutaria dos recursos enquanto vivesse e, em caso de morte, os valores restantes ficariam com o banco. “Também me apresentaram um plano de 15 anos, mas eu queria me aposentar em cinco”, lembra.

Daniel tinha ao seu alcance a OABPrev-SP, entidade para a qual sempre olhou com bons olhos, porém com dúvidas quanto à gestão dos investimentos. Decidido a deixar o plano ligado ao banco estatal, foi ao fundo da advocacia, inteirou-se do modelo de gestão e das empresas parceiras que administram as aplicações financeiras. Então migrou, levando consigo uma quantia considerável, fruto de uma década de vigorosa poupança.

Luiz Ferreira Daniel advoga na Vara Especializada da Fazenda Pública. Capitão PM da reserva, foi processado e preso pela ditadura militar pouco antes da instauração do A.I. 5, em 1968, por integrar um movimento que, pela ótica governamental da época, atentaria contra a Lei de Segurança Nacional. Ele ficou preso por mais de um ano, depois foi libertado e anistiado. “O Ministério Público Federal afirmou que minha conduta não configurava crime contra a segurança nacional”, relata.

Hoje, vive da advocacia e da aposentadoria como militar, e reconhece ter despesas elevadas. Com os recursos dos quais pretende desfrutar a partir do ano que vem, aposta em dias tranquilos e na sua entidade de classe: “Eu sempre honrei minha profissão de advogado, e confio na OAB. Aliás, a OAB talvez seja a única instituição em que confio atualmente”.

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