Fundos fechados de previdência rendem mais que os abertos em 2018

2019-04-04T16:58:37+00:00 quarta-feira ,13/03/2019|

Levantamento do IGI Abrapp (Indicadores de Gestão de Investimentos da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar), divulgado no início de março, mostrou que a rentabilidade das entidades fechadas de previdência complementar foi superior à da previdência aberta em 2018. O retorno líquido médio das EFPCs foi 2,57% maior quando comparado ao das entidades abertas: 9,31% contra 6,74%. O relatório mostra ainda que os resultados dos investimentos dos fundos fechados foram superiores ao dos fundos abertos também quando analisados os últimos 36 meses. Nesse período, o retorno médico anual das EFPCs alcançou 11,78%, ante 10,37% da previdência aberta.

O IGI é um banco de dados de referência utilizado por entidades de previdência fechada e seus gestores para análise comparativa de desempenho de seus investimentos frente ao mercado. O sistema apresenta um ranking com mais de 984 fundos, que tem avaliados mensalmente e ajustado ao risco em diversos horizontes e períodos o seu desempenho.

Marcelo Nazareth, responsável pelo levantamento, explica que o bom comportamento dos fundos fechados e de seus investimentos deve-se às apostas do setor na renda fixa de longo prazo: “O bom desempenho dos fundos das entidades fechadas foi puxado pelo retorno da renda fixa. As fundações fizeram um importante processo de alongamento dos prazos das carteiras de títulos públicos nos últimos anos que continua dando resultados positivos”.

Segundo o IGI, as EFPCs obtiveram retorno médio da renda fixa em 8,28% em 2018, contra 6,27% das abertas.

Apenas em dois segmentos – o de multimercados e da renda variável -, os desempenhos de fechadas e abertas se aproximaram. Nos multimercados, as EFPCs registraram média de 7,81%, contra 7,24% das entidades abertas. Já na renda variável o percentual ficou em 16% e 16,20%, respectivamente, mostrou o IGI.

A OABPrev-SP, entidade de previdência fechada instituída há 12 anos pela Seção de São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil e pela Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo, congregando ainda profissionais inscritos nas secionais da Ordem de Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, São Paulo e Sergipe, é no consolidado estatístico da Abrapp um dos 15 maiores fundos de pensão do segmento pelo critério de patrimônio acumulado.

Com 48 mil participantes – e o extraordinário ritmo de crescimento médio de 500 adesões por mês –, a previdência da advocacia acumulou até janeiro de 2019 patrimônio de 800 milhões de reais e já paga benefícios a 195 pessoas, entre aposentadorias, pensões por morte e invalidez. (Com Abrapp)

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