Fundos de pensão não têm problemas de liquidez, constata Previc

2020-07-01T17:49:05+00:00 quarta-feira ,17/06/2020|

Os fundos de pensão brasileiros tiveram um déficit líquido consolidado de R$ 55 bilhões no primeiro trimestre do ano, segundo dados da Previc, regulador do setor. O impacto foi mais concentrado nas aplicações em bolsa. Com a melhora dos mercados em abril, houve uma reversão parcial, e esse resultado negativo caiu para R$ 47 bilhões, segundo o diretor-superintendente da Previc, Lucio Capelletto. A autarquia também não detectou problemas de liquidez nas fundações.

Em março, as entidades que apresentaram resultados negativos somaram R$ 73 bilhões de déficit, e as que tiveram superávit registraram um total de R$ 18 bilhões. Já em abril, o resultado consolidado negativo das que ficaram no negativo ficou em R$ 66 bilhões, e as superavitárias, em R$ 19 bilhões. Os resultados dos primeiros meses de 2020 se equiparam aos de 2015 e 2016, mas foram melhores do que o inicialmente esperado. No auge da crise, chegou-se a prever um déficit de R$ 100 bilhões.

Mesmo que determinada entidade tenha números negativos ao final do ano, não significa necessariamente que os participantes e patrocinadores terão que fazer contribuições adicionais. É necessário fazer um cálculo com base na resolução 30 do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC), considerando, por exemplo, as reservas matemáticas e a duração de cada plano.

Desde o início da crise, a Previc intensificou a supervisão com objetivo de verificar a liquidez dos planos. Inicialmente, se concentrou nas 17 entidades sistematicamente importantes (ESI) e mais 18 fundos de pensão, abordando-os com uma série de questionamentos.

O resultado foi satisfatório, com capacidade de pagamento de benefícios por 18 meses sem apresentar dificuldades, segundo o diretor-superintendente. Depois, o universo foi estendido para todas as fundações. “Em um prazo de 12 meses, 244 entidades responderam que não teriam nenhum problema de liquidez”, afirmou Capelletto. As outras nove que teriam alguma complicação já são alvos de ações de supervisão do regulador. (do Valor Econômico)

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