Fundo da advocacia está atento a mudanças na política de juros do Banco Central

2018-06-19T14:50:16+00:00 quarta-feira ,13/06/2018|

É hora de as entidades fechadas de previdência complementar diversificarem seus portfólios de investimento. Com a inesperada decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, no último dia 16 de maio, de manter em 6,50% a taxa básica de juros, a Selic, os fundos de pensão precisam agora buscar novos investimentos que mantenham a rentabilidade e a liquidez, sem abrirem mão da segurança.

 

“Segurança, rentabilidade e liquidez continua sendo o tripé que alicerça nossa instituição”, afirma o diretor financeiro da OABPrev-SP, Marco Antonio Cavezzale Curia.

“Enquanto gestores, já estamos trabalhando para buscar rentabilidade e liquidez superiores à renda fixa tradicional, mas nos atentando bastante com os riscos”, observa Bruno Horovitz, sócio da Icatu Vanguarda, parceira da OABPrev-SP na gestão de recursos.

 

A manutenção da Selic, que vinha caindo continuamente, pode mudar um pouco o ambiente de investimentos. Registre-se que no Brasil o investidor típico raramente possui um portfólio diversificado. Os títulos públicos, especialmente os indexados à Selic e à inflação (IPCA), são uma das principais fontes de aplicação dos fundos. Segundo dados da Abrapp (Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar), hoje, do total dos R$ 804,8 bilhões alocados pelos fundos de pensão brasileiros, 73,6% estão justamente na renda fixa. Enquanto a renda variável representa apenas 17,7% dos investimentos, ante 32,5% sete anos atrás.

 

O grande questionamento por trás deste nível historicamente baixo da Selic é como os investidores devem navegar por um cenário em que, para continuar com ganhos expressivos, terão que sair do conforto da renda fixa tradicional e migrar para investimentos mais arrojados. Horovitz explicou a estratégia do fundo da advocacia: “Nós estamos, aos poucos, migrando investimentos em renda fixa para outras classes de ativos que, no longo prazo, terão retornos superiores à Selic, como a renda variável e os produtos multimercados”.

 

A decisão do Banco Central de estabilizar os juros básicos deve-se ao fato do cenário externo ter-se tornado mais desafiador e volátil que em 2017 para o Brasil. Vê-se ao longo das últimas semanas a valorização expressiva do dólar em relação ao real e o aumento dos juros nos Estados Unidos, o que torna a economia americana mais atrativa.

 

Segundo Horovitz já era esperada certa volatilidade no desempenho da economia brasileira em 2018, por ser ano de eleições. Por esse motivo, a administradora se precaveu. “No início de 2018, realizamos diminuições pontuais de risco no portfólio da OABPrev-SP, de forma a enfrentar este cenário. Desta forma, estamos defendendo o portfólio e as reservas previdenciárias”, explica.

 

Hoje a OABPrev-SP detém patrimônio de R$ 700 milhões de reais e mais de 46 mil participantes, constituindo o maior plano fechado de previdência complementar instituído por entidades de classe do país.

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