Entrevista explica vantagens das EFPCs sobre os planos abertos

2021-02-17T16:45:11+00:00 quarta-feira ,03/02/2021|

“A principal vantagem da entidade fechada de previdência complementar em comparação com os bancos e seguradoras é que não visa o lucro. O banco tem de remunerar os acionistas, tem de pagar dividendos. Eles devem prestar contas e gerar lucros para distribuir aos acionistas. A EFPC não tem acionistas. As entidades têm participantes e todo o resultado é revertido para os planos depois de pagar os custos administrativos. E o desempenho da entidade tem o objetivo de gerar melhores resultados para os planos e seus participantes.”

A explanação é de Marcel Juviniano Barros, vice-presidente da Associação Nacional dos Participantes de Previdência Complementar e ex-diretor de Seguridade da Previ, a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil, um dos maiores fundos de pensão do país.

Em entrevista publicada originalmente em veículo de comunicação da Abrapp (Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar), Barros explica que os investimentos dos planos administrados pelas EFPCs têm perfil de longo prazo. “São planos com característica previdenciária, pois visam o pagamento de benefícios após 10, 15 ou mais de 20 anos para os beneficiários.

Já a previdência aberta tem uma característica de curto prazo, mais financeira. A duração das reservas é muito menor e, por isso, os investimentos visam a liquidez. As carteiras das abertas apresentam alta concentração em títulos públicos de curto prazo. E sabemos que liquidez não rima com rentabilidade. Por isso, os retornos dos investimentos dos planos das EFPCs tendem a ser muito superiores que as abertas”, detalha.

Para o especialista, é preciso promover o avanço da educação financeira da população, para que as pessoas não cedam à definformação. “Atualmente muitos bancos fazem publicidade ao dizer que zeraram as taxas de carregamento dos planos de previdência. Porém, não esclarecem que as taxas de administração, que continuam a ser cobradas, incidem sobre a reserva total do plano. Ao longo do tempo, as taxas de administração abocanham uma parte considerável do patrimônio. No curto prazo, a diferença não é sentida, mas ao longo de cinco, dez ou mais anos, a diferença fica muito grande. Os planos das EFPC geram melhores resultados para os participantes também no aspecto das taxas e dos custos”, salienta Barros.

Outra grande vantagem das EFPCs em relação aos fundos abertos, diz Marcel Juviniano Barros, é que nos primeiros a estrutura permite a representação dos participantes nos órgãos estatutários. “A eleição de representantes nas entidades fechadas regidas pela Lei 108/2001 permite maior participantes e fiscalização. Os participantes têm melhores condições de acompanhar e participar com mais proximidade da gestão. E os diretores têm condições de manter uma relação mais próxima com os participantes, de conhecer realmente suas necessidades”, destaca.

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