Em outubro, uma boa oportunidade para iniciar as crianças na educação financeira

2020-10-15T19:21:18+00:00 quarta-feira ,07/10/2020|

A OABPrev SP conta com um programa de educação financeira e previdenciária on-line que inclui jogos para crianças. Na Plataforma do Conhecimento, criada pela entidade junto a Icatu Seguros (que gere os investimentos do fundo dos advogados) e a Fundação Getúlio Vargas, há cursos que ensinam como organizar a vida financeira de modo simples e didático. Os programas foram desenvolvidos sob a supervisão do professor Fabio Gallo Garcia, doutor em Finanças pela EAESP-FGV.

O Mês da Criança é uma boa hora para que os pais iniciem seus filhos na educação financeira, da qual eles precisarão ao longo da vida e que pode determinar o seu futuro. Para ter acesso ao conteúdo, basta fazer um rápido cadastro (nome e e-mail) em www.oabprev-sp.org.br/cursosonline.

Em um momento de recessão econômica, provocada por uma pandemia que forçou muitas famílias a reverem o orçamento e traçarem um plano de redução de gastos supérfluos para manter o equilíbrio financeiro, um levantamento do Blu by BS2, aplicativo de educação financeira para jovens do banco BS2, revelou que durante a quarentena as crianças de até 12 anos gastaram, em média, 30% mais do que os adolescentes com mais 16 anos. Foram analisadas 1.500 transações no período de maio a agosto de 2020. Games, delivery de comida e serviços online foram os principais gastos dos mais jovens. O estudo mostra a dificuldade dos brasileiros em discutir o orçamento familiar, em especial com as crianças.

A superintendente da Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF-Brasil), Cláudia Forte, afirma que o diálogo entre pais e filhos sobre finanças ainda é tabu no país. Ela defende a incorporação do tema desde cedo e de forma gradual à vida dos pequenos. “Muitos estudos identificam que grande parcela da população brasileira tem alguma dívida. Se as pessoas aprenderem desde cedo a lidar com isso, terão menos problemas no futuro”, diz Forte.

De cada cinco brasileiros adultos, ao menos dois possuem alguma dívida. De acordo com um estudo publicado em maio pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), em parceria com o SPC Brasil, 62,83 milhões de consumidores estão inadimplentes com algum compromisso financeiro contraído no país, ou seja, 40,01% da população adulta.

Em entrevista ao OABPrev SP Notícias, Cláudia Forte listou algumas dicas de como introduzir o conceito e prover a educação financeira para crianças abaixo de 12 anos.

Como os pequenos estão sempre observando os pais e moldam seu comportamento com base nos exemplos deles, a regra de ouro, segundo a especialista da AEF-Brasil, é que os pais deem o exemplo. “Mais do que falar sobre as boas práticas de educação financeira, é preciso que os pais pratiquem efetivamente aquilo que recomendam a seus filhos. Só assim eles estarão mais propensos a seguir e incorporar essas práticas”, afirma Forte.

Falar sobre o básico

Para Claudia Forte é importante que os pais desprendam algum tempo explicando conceitos que podem parecer óbvios aos adultos, mas que não são claros para as crianças.

“A maior parte delas não sabe exatamente de onde o dinheiro vem. É importante, portanto, que elas entendam que os pais têm um trabalho ao qual comparecem todos os dias, por um determinado número de horas, para receberem valores em dinheiro como contrapartida. Com isso, a criança começa a adquirir a compreensão de que o dinheiro só vem a partir de esforço e, ao mesmo tempo, ela começa a valorizar esse esforço”, diz Forte.

Outra relação importante a ser percebida pelas crianças diz respeito ao desperdício de água, energia elétrica, alimentos, entre outros, e a consequentemente perda de recursos financeiros em si. “A princípio, a criança não sabe que quanto mais se usa desnecessariamente uma coisa, maior será o custo para o bolso e para o planeta”, nota Cláudia Forte.

Educação financeira na prática

Segundo a superintendente da AEF-Brasil, a educação financeira precisa ser personalizada para cada criança e sua faixa etária, mas alguns pontos costumam funcionar entre a grande maioria dos pequenos, como os cofrinhos.

A estratégia do cofrinho é interessante porque ensina os mais jovens a fazer escolhas entre o que querem e o que de fato precisam, além de mostrar os benefícios de se ter perseverança e paciência de investir no longo prazo.

“Recomenda-se que os pais expliquem para a criança como funciona o cofrinho e combinem um prazo para abrirem juntos. Enquanto a criança junta um montante, os pais podem ir conversando sobre a importância de se poupar e fazê-la pensar em usos para o dinheiro que esta sendo acumulado”, explica Claudia Forte.

Gamificação como aliada

Com a criançada cada vez mais conectada, é interessante recorrer a aplicativos e jogos que estimulem a tomada de decisões financeiras de forma consciente. O game “Tá o$$o” da AEF-Brasil, em parceria com a TV Escola, cumpre essa função. No game, dirigido a crianças e jovens, com idades entre 7 e 18 anos, os pequenos exploram um divertido mundo canino, cheio de desventuras e dilemas financeiros, que podem levá-las à sonhada independência financeira. A ferramenta pode ser acessada gratuitamente pelo celular, nas plataformas Android ou IOS, ou em computadores pelo endereço www.taosso.vidaedinheiro.gov.br.

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