Advogado conta por que mudou de um plano bancário para a OABPrev-SP

2019-02-14T19:09:10+00:00 quarta-feira ,06/02/2019|

Durante um ano o advogado Gervasio Mendes Angelo contribuiu para um plano de previdência ligado a banco privado sem inteirar-se de todos os detalhes. Quando resolveu aprofundar-se sobre sua opção previdenciária, não gostou de descobrir que, caso morresse, os valores restantes da aposentadoria ficariam com o banco e não com seus beneficiários. Indignado, começou a estudar a possibilidade de migrar, via portabilidade, para outro plano.

Foram oito meses – de novembro de 2017 a maio de 2018 – observando de perto o desempenho de quatro planos diferentes, até decidir-se pela OABPrev-SP. Instituída em 2006 pela OAB-SP e pela CAASP (Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo) e agregando advogados inscritos nas Seções da OAB de Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, São Paulo e Sergipe, é o maior fundo instituído por entidade de classe do país, com patrimônio de 800 milhões de reais e 48 mil participantes.

“A OABPrev-SP ganhou minha preferência pelo significativo ganho de rendimentos em relação aos demais planos”, afirma Angelo.

Com 73 anos, Angelo está entre as 195 pessoas às quais o fundo da advocacia já paga benefícios, sejam aposentadorias, pensões por morte ou invalidez. “Somados às minhas outras fontes de renda, que são menores, os pagamentos da OABPrev-SP compõem um orçamento mensal adequado às minhas necessidades”, relata.

Além da OABPrev-SP, Gervasio Mendes Angelo conta com recursos de outros dois fundos de pensão, estes patrocinados por empresas nas quais trabalhou ao longo da vida. Ele começou a poupar cedo, aos 27 anos. A média nacional vale lembrar, é de 44,5 anos, segundo o estudo “Perfil dos Contribuintes para Previdência Privada”, feito pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Não fossem as quantias poupadas ao longo de toda uma vida de trabalho, Angelo contaria apenas com os parcos recursos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que representam um sexto de sua receita atual. Fosse assim, ele seria obrigado a intensificar seu ritmo de trabalho, hoje esporádico – situação bem diferente de boa parte das pessoas com idade a partir de 60 anos, que no Brasil trabalham cada vez mais. A última Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) mostrou que o contingente dos trabalhadores ocupados nessa faixa etária passou de 5,9%, em 2012 para 7,2% em 2018.

Pelo seu próprio exemplo, Angelo sugere aos mais jovens que comecem a poupar cedo, com vistas a uma velhice confortável. “Com um bom benefício pago por um fundo de pensão, vocês poderão no futuro – quando mais precisarem – arcar com os custos de um plano de saúde razoável, além de contar com um suporte financeiro que lhes proporcionará tranquilidade”, recomenda.

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