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NOTÍCIAS
27/04/2010
Após a crise financeira mundial de 2008-2009, o que se materializa para os mercados financeiros internacionais é um cenário benigno, apesar da volatilidade experimentada no curto-prazo. Esta é a análise contida no último boletim financeiro divulgado pela Icatu Hartford, empresa parceira da OABPrev-SP, contratada para gerir os ativos da entidade, como determina a lei. "A redução dos prêmios de risco e a elevação do preço das commodities favorecem em especial economias como o Brasil. Com esse pano de fundo internacional, reforça-se a crença na economia brasileira", diz a análise.
Confira o que constata a Icatu: "O que temos visto ao longo dos últimos meses são sinais cada vez mais claros de que não apenas a China, mas também economias emergentes e centrais, em geral, têm surpreendido ao divulgar dados de atividade mais fortes, sugerindo que as políticas monetária e fiscal expansionistas alcançaram seus objetivos de estimular as economias após a forte contração do crédito decorrente da crise iniciada no setor imobiliário americano."
De outra parte, a aceleração da inflação tem tomado conta dos debates domésticos. A escalada inflacionária estaria relacionada ao aumento contínuo da produção industrial, das vendas no varejo e dos últimos dados do mercado de trabalho. Veja o que diz a Icatu Hartford: "A divulgação do Relatório Trimestral de Inflação (janeiro-fevereiro-março) foi bastante informativa na medida em que tornou explícita a percepção do Banco Central sobre a iminência de se iniciar um ciclo de alta dos juros. De acordo com o documento, alguns membros do Copom entendiam que a materialização de uma inflação mais alta que o antecipado e os sinais de aquecimento da atividade econômica justificariam a antecipação do início do ciclo de altas de abril para março. Outro ponto importante foi o comentário de que o cenário original discutido pelos membros do Copom supunha uma alta de 50 bps para abril, revelando, em certa medida, a preferência do BC pelo início em ritmo parcimonioso. Finalmente, a maior parte dos participantes do Copom entendeu que as pressões sobre a inflação e o maior ritmo de crescimento não constituíam riscos suficientes para desviar da implementação do cenário que vinha sendo discutido como cenário principal, isto é, o cenário no qual os juros seriam elevados em 50 bps em abril. Deste modo, a curva de juros se adequou a informações relevadas pelo Banco Central. A parte curta da curva apresentou pequeno fechamento de taxa, tendo o contrato de julho de 2010 fechado de 9,32% em fevereiro para 9,19% em março, porém os vértices mais longos acabaram refletindo as percepções do mercado de que uma postura mais negligente no curto prazo poderá ter consequências negativas sobre os juros futuros, demandando um ciclo de altas mais agressivo. Deste modo, os contratos de janeiro de 2012 e de 2013 passaram de 11,67% e 12,06% para 11,64% e 12,05%, respectivamente. Em outras palavras, apesar da redução do nível dos juros, houve um aumento da inclinação da curva."
