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NOTÍCIAS
18/02/2010
Patamar de investimentos da entidade permite a criação do FIC – Fundo de Investimento em Cotas -, primeiro passo para
a adoção de perfis de investidores
A carteira de investimentos da OABPrev-SP registrou em 2009 rentabilidade de 11,56%, percentual considerado excelente por especialistas, tendo-se em vista o perfil conservador do fundo de previdência dos advogados. Em 2010, o índice seguramente será maior, pois as aplicações em ativos de renda variável aumentarão de 5% para 15% (com flutuação de até 5%, para mais o para menos), conforme decidido pela diretoria e pelo Conselho Deliberativo da entidade. “A rentabilidade certamente crescerá. A maior exposição ao risco, contudo, não significa que estejamos abrindo mão da consonância de três princípios fundamentais: segurança, rentabilidade e liquidez”, afirma o presidente do Conselho Deliberativo da OABPrev-SP, Jarbas de Biagi.
A flexibilização da política de investimentos da OABPrev-SP incluirá a criação de perfis de investidores, e um dos instrumentos a serem utilizados para a definição desses perfis é o FIC – Fundo de Investimento em Cotas. A OABPrev-SP aguarda aprovação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para por em funcionamento o seu FIC. “O Fundo de Investimento em Cotas é uma das etapas para a criação de perfis”, observa Mizael Vaz, gerente comercial de Administração de Recursos da Icatu Hartofd, empresa que gere os investimentos da OABPrev-SP.
Os FICs são muito difundidos entre os investidores de grande porte. A partir deles são efetuadas aplicações em diferentes fundos de ações e de renda fixa. “O FIC facilita a diversificação dos investimentos, aumenta a eficiência e otimiza a gestão de recursos”, garante Vaz. A adoção desse modelo tornou-se agora possível, explica o gerente da Icatu, porque a OABPrev-SP subiu a um novo patamar ao atingir a marca dos R$ 75 milhões em recursos. “O que viabilizou a criação do FIC foi o patrimônio importante que a entidade alcançou”, observa.
“O atual nível de investimentos da OABPrev-SP permite que ela contemple estruturas como o FIC, inerente a entidades de grande porte e que abre a possibilidade de oferecemos opções de perfil aos participantes”, salienta Jarbas de Biagi.
A adoção de tais perfis, segundo o presidente do Conselho Deliberativo da OABPrev-SP, passa também pela educação financeira dos participantes do plano de previdência. “A rentabilidade do perfil ‘a’ não será a mesma do perfil ‘b’ ou do perfil ‘c’. Os participantes devem ter conhecimento financeiro para que façam a opção certa - e educar o participante é responsabilidade da OABPrev-SP”, avalia Biagi, antecipando que, em breve, serão deflagradas ações instrutivas por meio de palestras com profissionais qualificados na área de investimentos e dos veículos de informação à disposição da entidade, como o OABPrev Informa, o site www.oabprev-sp.org.br, o Jornal do Advogado (da OAB-SP e da CAASP) e outros.
POR QUE CRIAR PERFIS – Reportagem publicada recentemente pelo jornal Folha de São Paulo, a partir de pesquisa feita pelo Itaú Unibanco, revelou que a maioria dos investidores brasileiros aplica seu dinheiro de modo inadequado ao seu perfil. A matéria da Folha confirma o que vêm disseminando há tempos os fundos de previdência, a exemplo da OABPrev-SP, por isso o setor caminha para estabelecer o perfil ideal de cada investidor.
O Itaú Unibanco enviou a uma parcela dos seus clientes de renda elevada (Personnalité) um questionário de API (Análise de Perfil do Investidor). Quarenta por cento (40%) dos que o responderam tinham aplicações mais conservadoras do que deveriam, levando-se em conta seu momento de vida. Vinte e cinco por cento (25%) investiam sob um risco maior do que o necessário. Somente 35% apresentavam aplicações adequadas ao seu perfil.
Segundo a Folha de São Paulo, especialistas afirmam que a inadequação dos investidores ao seu perfil não se deve apenas a falhas gerenciais da instituição, mas é também resultado de uma cultura de inflação e de juros altos, a qual começa a ser derrubada.
